Hoje, enquanto eu dava banho no meu bebê, lembrei de um livro que já devo ter lido no mínimo 4 vezes. Qual não foi meu espanto ao me dar do quanto desejaria ser a heroína daquele livro. Ela é tudo o que eu gostaria de ser. Sim! Ela é delicada e destemida e sensível e eficiente... Naquele livro cheio de cheiros, passeei por aquela cozinha cheia de acontecimentos e cheia de cheiros e gostos e confissões e dores.
Me emocionei a cada receita dita... Não pelo paladar, mas por tudo que há por detrás daqueles ingredientes.
Eu quero ser a Tita (é assim o nome dela), que pra amenizar o sofrimento e não chorar na hora de cortar as cebolas basta cortar uma cebola ao meio e colocar na cabeça, onde ficava a "moleira", ter uma amiga como Nacha que come suas lágrimas para que ela não sofra...
O universo deste livro é repleto de plurais. a heroína tem o poder de reunir entre si os sentimentos mais nobres, mas também a fúria daqueles que a incompreendem.
Eu queria ter a paciência para separar 127 gemas de suas claras para o preparo de um bolo ou simplesmente fazer do meu colo o lugar mais confortável para alguém que sofre...
Definitivamente, ser Tita é um objetivo, mas não ser ELA e sim ser EU com pelo menos 1 por cento destes predicados. E não é minha insatifação com o que sou e sim o desejo de ser melhor.
Menina Canora.
Rasgando canções.
Segunda-feira, Junho 22, 2009
Não esqueci totalmente de você querido blog II.
Espanando a poeira que aqui reside, entro em nova fase.
E tenho dito.
E tenho dito.
Terça-feira, Novembro 18, 2008
Não esqueci totalmente de você querido blog...
É hora de espanar a poeira e as teias de aranha... Confesso ter deixado o meninacanora.blogspot meio de lado, mas agora é hora da volta. Espantarei a falta de criatividade, de inspiração e também um pouquinho da preguiça (por quê não??) para continuar no mundo blogueiro, não que eu seja uma blogueira, ou que viva intensamente a vida virtual, no entanto é importante manter o elo com minhas tentativas poéticas.
Inté.
Inté.
Domingo, Junho 22, 2008
Paro e penso
relembro os momentos em que
nossas melodias se confundiam.
Agora, o que há nunca houve
nunca pensamos haver.
O tempo é que é absoluto
e a vida não segue estática...
Ela segue como um rio, segue
pras suas afluências
Até as melodias [perpetuadas em nós]
continuam se confundindo
embora em outros tons,
outros toques.
Sei de fato da função absoluta do tempo,
bem como sei do fim das coisas...
Portanto em mim
guardarei reticências para outros
e para nós, o ponto final.
.
.
.
relembro os momentos em que
nossas melodias se confundiam.
Agora, o que há nunca houve
nunca pensamos haver.
O tempo é que é absoluto
e a vida não segue estática...
Ela segue como um rio, segue
pras suas afluências
Até as melodias [perpetuadas em nós]
continuam se confundindo
embora em outros tons,
outros toques.
Sei de fato da função absoluta do tempo,
bem como sei do fim das coisas...
Portanto em mim
guardarei reticências para outros
e para nós, o ponto final.
.
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Sábado, Junho 21, 2008
O pássaro.
O pássaro desampara-se em seu vôo
quer esquecer as asas
subir do nada até o vazio onde
será matéria e feito luz
deita-se no sol
é o que não é ainda
igual ao sonho de que vem
e não sai
traça com morte a curva do amor
vai.
da consciência ao mundo
encandeia-se
aos trabalhos de sua vez, extrai
a dor da dor, extrai
a dor da dor, desenha
seu delírio claro
de olhos abertos
canta de incompletude.
Extraído de "Incompletamente", de Juan Gelman,
transcrição de Haroldo de Campos.
quer esquecer as asas
subir do nada até o vazio onde
será matéria e feito luz
deita-se no sol
é o que não é ainda
igual ao sonho de que vem
e não sai
traça com morte a curva do amor
vai.
da consciência ao mundo
encandeia-se
aos trabalhos de sua vez, extrai
a dor da dor, extrai
a dor da dor, desenha
seu delírio claro
de olhos abertos
canta de incompletude.
Extraído de "Incompletamente", de Juan Gelman,
transcrição de Haroldo de Campos.
Terça-feira, Abril 29, 2008
nua
morena dei-te um beijo.
embaralha tuas pernas às minhas?
no encaixe
clave, chave
a[sa]zeviche.
no pescoço, há apenas
o doce da tua boca.
Por quê te ocupas em abrir meus poros?
Saltam das gargantas gemidos.
Os sussuros soam poesia.
morena dei-te um beijo.
embaralha tuas pernas às minhas?
no encaixe
clave, chave
a[sa]zeviche.
no pescoço, há apenas
o doce da tua boca.
Por quê te ocupas em abrir meus poros?
Saltam das gargantas gemidos.
Os sussuros soam poesia.
Terça-feira, Abril 22, 2008
Quinta-feira, Abril 03, 2008
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